Palavras Indigenas
Apr 19th
Palavras indigenas e seus significados
MANDIOCA – todo o mundo conhece, e a maioria adora: é o aipim, a macaxeira, uma raiz que é o principal alimento dos índios brasileiros. Se você nunca provou, aproveite agora – faz parte da história do seu país!
MEMBIRA – significa “filho” ou “filha”.
MOTIRÕ – é o “mutirão”, uma reuni”ao de pessoas para colher ou construir algo juntos, uns ajudando os outros.
IGUAÇU – é a “água grande”, “rio ou lago grande”.
INDAIÁ – é um certo tipo de palmeira.
IRA – quer dizer mel; lembre-se de Iracema e de Irapuã.
IRACEMA – lábios de mel.
IRAPUÃ – mel redondo (existe mel redondo?).
ITA – pedra; muitos lugares do Brasil têm “ita” no nome: Itaúna, Itaipava, Itabirito.
ITAJUBÁ – significa “pedra amarela”.
ITATIBA – “muita pedra” ou “abundância de pedras”.
ITAÚNA – quer dizer “pedra preta”.
TABAJARA – quer dizer “senhor da aldeia”.
TAMOIO – avô.
TAPUIA – é o que foge da aldeia, o inimigo.
TIJUCA – charco, pântano; líquido podre.
TINGA – quer dizer “branco”.
TIRIRICA – outra palavra bem conhecida! Tiririca quer dizer “arrastando-se”, ou “alastrando-se”; é uma erva daninha famosa pela capacidade de invadir rapidamente os terrenos cultivados; também traduz o estado nervoso das pessoas, provocado por um motivo que parece não terminar nunca (como uma certa música de um certo cantor que tem por aí…).
TUPI – significa “pai supremo”.
Alimentação Indigena
Apr 19th
Alimentação dos Indios
Características da alimentação indígena
Podemos dizer que a alimentação indígena é natural, pois eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza. Desta forma, conseguem obter alimentos isentos de agrotóxicos ou de outros produtos químicos. A alimentação indígena é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes.
Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia.
Somada a uma intensa atividade física, a alimentação indígena proporciona aos integrantes da tribo uma vida saudável. Logo, podemos observar nas aldeias isoladas (sem contatos com o homem branco), indivíduos fortes, saudáveis e felizes. Obesidade, estresse, depressão e outros males encontrados facilmente nas grandes cidades passam longe das tribos.
Numa aldeia indígena, o preparo dos alimentos é de responsabilidade das mulheres. Aos homens, cabe a função de caçar e pescar.
Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros:
- Frutas
- Verduras
- Legumes
- Raízes
- Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).
- Peixes
- Cereais
- Castanhas
Pratos típicos da culinária indígena:
- Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca)
- Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe).
- Pipoca
- Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina)
Povos Indígenas
Apr 19th
Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada
Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700).
Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio).
Arte Indígena – Artesanato Indígena
Apr 19th
A arte dos índios brasileiros
Na época do descobrimento, havia em nosso país cerca de 5 milhões de índios. Hoje, esse número caiu para aproximadamente 200 000. Mas essa brutal redução numérica não é o único fator a causar espanto nos pesquisadores de povos indígenas brasileiros. Assusta?os também a verificação da constante ? e agora já acelerada ?destruição das culturas que criaram, através dos séculos, objetos de uma beleza dinâmica e alegre.
Uma arte utilitária
A Primeira questão que se coloca em relação à arte indígena é defini-la ou caracterizá?la entre as muitas atividades realizadas pelos índios
Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas, podemos estar lidando com conceitos que são próprios da nossa civilização, mas estranhos ao índio. Para ele, o objeto precisa ser mais perfeito na sua execução do que sua utilidade exigiria. Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza. Desse modo, um arco cerimonial emplumado, dos Bororo, ou um escudo cerimonial, dos Desana podem ser considerados criações artísticas porque são objetos cuja beleza resulta de sua perfeita realização.
Outro aspecto importante a ressaltar: a arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz. É por isso que os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam significativamente de uma tribo para outra.
As culturas indígenas
Apesar de terem existido muitas e diferentes tribos, é possível identificar ainda hoje duas modalidades gerais de culturas indígenas: a dos silvícolas, que vivem nas áreas florestais, e a dos campineiros, que vivem nos cerrados e nas savanas.
Os silvícolas têm uma agricultura desenvolvida e diversificada que, associada às atividades de caça e pesca, proporciona?lhes uma moradia fixa. Suas atividades de produção de objetos para uso da tribo também são diversificadas e entre elas estão a cerâmica, a tecelagem e o trançado de cestos e balaios.
Já os campineiros têm uma cultura menos complexa e uma agricultura menos variada que a dos silvícolas. Seus artefatos tribais são menos diversificados, mas as esteiras e os cestos que produzem estão entre os mais cuidadosamente trançados pelos indígenas.
É preciso não esquecer que tanto um grupo quanto outro conta com uma ampla variedade de elementos naturais para realizar seus objetos: madeiras, caroços, fibras, palmas, palhas, cipós, sementes, cocos, resinas, couros, ossos, dentes, conchas, garras e belíssimas plumas das mais diversas aves. Evidentemente, com um material tão variado, as possibilidades de criação são muito amplas, como por exemplo, os barcos e os remos dos Karajá, os objetos trançados dos Baniwa , as estacas de cavar e as pás de virar beiju dos índios xinguanos.
A tendência indígena de fazer objetos bonitos para usar na vida tribal pode ser apreciada principalmente na cerâmica, no trançado e na tecelagem. Mas ao lado dessa produção de artefatos úteis, há dois aspectos da arte índia que despertam um interesse especial. Trata?se da arte plumária e da pintura corporal, que veremos mais adiante.
A arfe do trançado e da tecelagem
A partir de uma matéria?prima abundante, como folhas, palmas, cipós, talas e fibras, os índios produzem uma grande variedade de pe, cestos, abanos e redes .Da arte de trançar e tecer, Darcy Ribeiro destaca especialmente algumas realizações indígenas como as vestimentas e as máscaras de entrecasca, feitas pelos Tukuna e primorosamente pintadas; as admiráveis redes ou maqueiras de fibra de tucum do Rio Negro; as belíssimas vestes de algodão dos Paresi que também, lamentavelmente, só se podem ver nos museus
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Cerâmica
As peças de cerâmica que se conservaram testemunham muitos costumes dos diferentes povos índios e uma linguagem artística que ainda nos impressiona. São assim, por exemplo, as urnas funerárias lavradas e pintadas de Marajó, a cerâmica decorada com desenhos impressos por incisão dos Kadiwéu, as panelas zoomórficas dos Waurá e as bonecas de cerâmica dos Karajá.
Plumária
Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas à pura busca da beleza.
Existem dois grandes estilos na criação das peças de plumas dos índios brasileiros. As tribos dos cerrados fazem trabalhos majestosos e grandes, como os diademas dos índios Bororo ou os adornos de corpo, dos Kayapó.
As tribos silvícolas como a dos Munduruku e dos Kaapor fazem peças mais delicadas, sobre faixas de tecidos de algodão. Aqui, a maior preocupação é com o colorido e a combinação dos matizes. As penas geralmente são sobrepostas em camadas, como nas asas dos pássaros.Esse trabalho exige uma cuidadosa execução
Máscaras
Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam Elas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais, como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem do mundo.
A pintura corporal
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As cores mais usadas pelos índios para pintar seus corpos são o vermelho muito vivo do urucum, o negro esverdeado da tintura do suco do jenipapo e o branco da tabatinga. A escolha dessas cores é importante, porque o gosto pela pintura corporal está associado ao esforço de transmitir ao corpo a alegria contida nas cores vivas e intensas.
São os Kadiwéu que apresentam uma pintura corporal mais elaborada Os primeiros registros dessa pintura datam de 1560, pois ela impressionou fortemente o colonizados e os viajantes europeus. Mais tarde foi analisada também por vários estudiosos, entre os quais Lévi?Strauss, antropólogo francês que esteve entre os índios brasileiros em 1935.
De acordo com Lévi?Strauss, “as pinturas do rosto conferem, de início, ao indivíduo, sua dignidade de ser humano; elas operam a passagem da natureza à cultura, do animal estúpido ao homem civilizado. Em seguida, diferentes quanto ao estilo e à composição segundo as castas, elas exprimem, numa sociedade complexa, a hierarquia dos status. Elas possuem assim uma função sociológica.”
Os desenhos dos Kadiwéu são geométricos, complexos e revelam um equilíbrio e uma beleza que impressionam o observador. Além do corpo, que é o suporte próprio da pintura Kadiwéu, os seus desenhos aparecem também em couros, esteiras e abanos, o que faz com que seus objetos domésticos sejam inconfundíveis.
Quais são os tipos de moradias indígenas ?
Apr 19th
Os portugueses queriam ensinar os indígenas a construir casas de pedra. Pode-se demorar anos para construir uma, mas ela durará séculos. Acontece que os indígenas preferiam continuar com suas ocas,tabas, ou malocas. Em três dias construíam uma, e se ela durava poucos anos, tudo bem, depois era só construir outra de novo em pouco tempo. Faziam até uma festança para construir a casa nova.
Deuses Indígenas
Apr 18th
O OLIMPO INDÍGENA
No início, criou Tupã os céus, o espaço ilimitado, os mundos habitados, a terra, os mares e os abismos eternos. Tudo era envolto em névoa tenebrosa e fria.
Por este tempo travou-se no elevado céu, a grande e feroz batalha entre o BEM (Tupã) e o MAL (Anhangá). Então, saiu o poderoso senhor da eternidade a combater juntamente com outros deuses contra o cruel senhor da morte. Tupã alcançou a vitória e lançou o terrível inimigo nas profundezas da terra. Com o impiedoso Anhangá, foram também lançados nos mundos subterrâneos: Jurupari que ficou sendo o mensageiro do deus cruel; Ticê, que se tornou esposa do senhor das trevas; Xandoré (ave falconídea), o deus do ódio; Caramurú e Boto; Abaçaí e Guandirô e muitos angás também foram atirados nos infernos.
Um dia Tupã, o poderoso deus, desceu até o centro da Brasília Terra e fez nascer as flores, os frutos, as grandes florestas, os rios e os mares, os répteis, os animais e os homens mortais, com espírito imortal. Neste trabalho, o sábio deus foi auxiliado por Sumá (deusa da agricultura) e por Icatú (deus da beleza).
Santificou também o monte Araçatuba que ficou sendo a morada das divinas Parajás. E, em seguida, dividiu o universo em três partes: Os Céus, a Terra e os Infernos.
A Terra também foi dividida em quatro partes: a Terra propriamente dita, os Mares, os Rios e as Florestas.
Para cada uma destas divisões foram designados deuses. Mas era Tupã que orientava, fiscalizava e exercia o domínio do universo.
DEUSES DOS CÉUS
Os deuses dos céus são:
Peurê, Catú, Mutim e Nháa;
Jaci (deusa da Lua), Rainha da Noite e dos homens, que foi esposa de Tupã;
Anhum (deus da música), o deus melodioso que tocava divinamente o sacro Taré;
Caramuru, o deus dragão, que podia ser tanto bom quanto cruel, era o deus que presidia as ondas revoltas dos grandes oceanos;
Rudá, o deus do amor;
Tambatajá (um deus de amor e protetor de todos os perigos);
Polo, o deus dos ventos e mensageiro de Tupã;
Sumá, foi ela que ensinou a arte da agricultura aos tupis;
Caupé, deusa da beleza, Afrodite-indígena;
Jururá-Açú, conta uma lenda, que por ter libertado o deus infernal, tornou-se a única deusa que podia entrar e sair livremente dos infernos. Tupã castigou esta linda deusa transformando-a em uma tartaruga;
Tainacam, a deusa das Constelações;
DEUSES DA TERRA
Caapora, deus guardião dos animais;
Catú, o deus outonal;
Mutin, o deus da primavera;
Peurê, o senhor do verão;
Nhará, que preside o inverno;
Guaipira, a deusa da história;
Picê, a deusa da poesia;
Biaça, a deusa da astronomia;
Açutí, a deusa da escrita;
Arapé, a deusa da dança;
Graçaí, a deusa da eloqüência;
Piná, a deusa da simpatia;
Parajás, deusas da honra, do bem e da justiça;
Aruanã, o deus da alegria e protetor dos Carajás.
DEUSES DO INFERNO
Anhangá, deus das trevas, deidade suprema dos Infernos;
Ticê, esposa de Anhangá;
Guandirô, era o deus da noite, que bebia o sangue dos homens;
Xandoré, deus do ódio, lançador de raios, relâmpagos e trovões;
Tiriricas, deusas do ódio;
Pirarucú, o deus do mal que mora no fundo das águas. Conta-se que ele casou com Yara e dessa união nasceram vários monstros;
DEUSES DAS ÁGUAS SALGADAS E DOCES
Boto, deus dos abismos e dos mares. Ele era um deus violento e irritável, não somente agita às águas, mas também manda dos abismos dos mares, terríveis monstros que atormentam os homens, contudo era também, o protetor das aleegres e felizes viagens fluviais ou marítimas. No fundo do grande rio, que era o Amazonas estava o seu palácio, a sagrada Loca;
Yara, a deusa dos serenos lagos;
As formosas Juruás;
A lendária nereida Açaí.
O Monte Iiapaba para os Tupis, era sinônimo de céu, onde os deuses julgavam a alma dos mortos.
DEUSES DAS FLORESTAS
Curupira, deus protetor das matas;
Abeguar, deus do vôo;
Saci, o deus negro que vivia sempre alegre e outros semideuses de segunda ordem comandados pela encantadora Araci, a deusa da aurora e das madrugadas. Foi ela que fez nascer o lendário Juazeiro.
Rosane Volpatto
Religião Indigena
Apr 18th
Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.
Costumes dos Indios
Apr 18th
Os costumes indígenas podem variar de uma tribo para outra tribo. Os hábitos mais comuns e conhecidos como pintar o corpo, usar adornos feitos por suas próprias mãos como colares, pulseiras, tornozeleiras, cocares estravagantes na cabeça são os mais conhecidos.
Poucas pessoas sabem que tomar banho todos os dias é sagrado para os índios, assim como seus rituais e cerimônias, lembrando que cada tribo tem seus próprios rituais de passagem.Eles também fabricam seus próprios instrumentos musicais e são muito supersticiosos, podemos citar o espelho e a figa, muito usados por eles. A dança, muito comum entre eles, não está associada à alegria, acontece mais em momentos de crise. O Pajé sempre lida com forças sobrenaturais, podendo atrair bons ou maus espíritos.
Em verdade os índios ainda vivem como antigamente (em comunidades), produzem em coletividade, compartilham o que ganham.




